A mente
viajou no tempo e no espaço e tentou divisar os seres de um tempo
remoto. Mas a única coisa que conseguia ver eram as figuras
decorativas dos livros e artigos sobre os “Homens das Cavernas”.
E o mesmo se dava quando tentava ver a figura de certo deus. Vinha
sempre a figura de um homem de barbas brancas, senho franzido, como
se estivesse sempre preparado para dar corretivos em alguém. A velha
e temível
figura
paterna de tempos medievais. Só de pensar no horror das figuras
daqueles tem-
pos dá
para sentir uma certa felicidade com os tempos atuais, mesmo que
ainda persista a velha mania de sujeitos que nunca se viram serem
insuflados por sujeitos que mal conhecem a lutar até a morte,
assassinando desconhecidos, em que velhos mulheres e crianças são
apenas números nas frias estatísticas de robôs fardados ou de
civis em
estranhos trajes. Estranhos trajes em que um pedaço de pano
apertado em nós parece enforcar o homem frente às câmeras. O qual
parece fazer um esforço de- sesperado para demonstrar tristeza por
vítimas de holocaustos periódicos. Obervando por outro prisma,
para sermos um tanto condescendente para com o homem que parece
sofrer frente às câmeras, seu ato é um tanto mais realista com a
fatal natureza
dos
acontecimentos do que aquela moça bonita, as jornalistas são sempre
bonitas, de
tez clara
e belos olhos também claros, que transmite tragédias com certo
sorriso nos lábios. Há! Como são estranhas aquelas belas Madonas!
Então, me vem vem à mente
mulheres
que tem o medonho e brochante hábito de rir no momento em que
deveriam estar gemendo de prazer durante o momento do orgasmo ou nos
momentos
precedentes.
Mas também devemos ser condescendentes para com as mulheres que ri
em e vem a
pergunta. Será de deboche pelo tamanho da peça, ou porque são
sempre alegres? Mas demonstrar alegria daquela forma num momento
daqueles! Bah! Mas,re
tornando à
condescendência para com as Madonas de aparente riso debochado ou
sabe-se
lá, sinceros, são as mesmas mais realistas e honestas do que
aquelas que ge-
mem,
suspiram, fingindo prazer. Há! Mas foda-se, desculpem, dane-se a
sinceridade,
pois os
sussurros e gemidos ativam mais a libido. A risada, bem a risada dá
arrependi-
mento pela
entrada e os chope no motel. Mas e aquelas Madonas das tragédias?
Dife-
rente das
demais, não tem tal direito. Assim como não tinha direito, uma
senhora com nome de porco, quando também outros espíritos de
suínos, graças à queda do império
soviético
, com a ajuda de um tal Gorbatchev, outro espírito de porco,
implantaram um bagulho na economia mundial chamada globalização, a
mulher de nome e espirito
suínico,
porcalhão, garantiu que tal sistema era uma maravilha, há! Quantos
espiritos
colonizados
mostraram suas caras! Até uns caras que arrotavam uma palavra tão
mal-
tratada e
utilizada por oportunistas das mais variadas estirpes como plataforma
eleito-
ral, o
socialismo, acreditaram, garantiram, que a tal da globalização
viera para ficar e
aderiram
ao tal do neoliberalismo. Da mesma forma que bandidos,a maioria, e
assassi nos não admitem, e até fingem ou parece ter vergonha de
assumir, e serem chamados como tal, os suínos neoliberais também
assim o são. Ainda lembro bem, um sujeito
com eterno
sorriso de hiena, em que o saudoso jornalista e escritor Fausto
Wolff, em
sua coluna
semanal em determinado jornal, de escracho aos espíritos de porco, o
cha-
mava de
“boca labiúdas”, um dos ardentes defensores do neoliberalismo, o
qual implantou um tal Real, tinha horror de ser chamado neoliberal. O
sujeito, tal qual
aqueles
tais, tinha horror de ser tachado ou assumir o que realmente era.
E Real
mente.
Mesmo com
os modernos e modernas espíritos de porco, sinistras e modernas
Mado-
nas, tanto
as das câmeras, como as dos colchões e dos matinhos da vida; e os
moder-
nos e
mentirosos liberais, tanto os da matriz quanto os colonizados que
ainda se esfor
çam para
dar um tom de esquerdistas em otários que ainda não deixaram a
ficha cair,
e com os
modernos e otários robotizados que acreditam piamente estar
defendendo a
pátria em
seus uniformes assassinando aqui, e acolá aqueles que lhes mostram
como inimigos, com tudo isso, ainda acho que os tempos atuais são
melhores que na época
das
antigas cruzadas e das antigas caças às bruxas. Afinal de contas
nem todas as mu-
lheres na
atualidade gemem e suspiram de mentira. A maioria começa fingindo,
mas
faz parte
do jogo das fêmeas, para depois gozarem de verdade. A maioria,
porque nem todas gozam. Podem até, sentir certo prazer. Mas nem
todas gozam. Mas nem to
das são
obrigadas a fingir, sentir, ou não demonstrar prazer como assim o
era em determinada, tenebrosa e longínqua época, porque um grupo
de malandros sacerdotes
determinava
que o sexo era feito para e apenas a procriação e que quanto ao
prazer
sexual,
tal era considerado pecado e não era por acaso que as mulheres, as
mais frágeis que se culpavam em sentir prazer, adquiriam sérios
problemas emocionais e
muitas
daquelas mulheres transformadas em infelizes mulheres acabavam sendo
inter
nadas em
manicômios e torturadas por sujeitos que acreditavam piamente
estarem as
pobres
criaturas com demônios seus corpos e por outros que aceitavam
impunemente a ordem supliciante dos poderes eclesiásticos, sem o
minimo remorso.
Mesmo com
os modernos espíritos de porco que abundam as ordens eclesiásticas
em
todo o
mundo, em que Estados teocráticos impõem, confundem seus modelos
com a
ordem
político eleitoral religiosa; com setores radicais cristãos
querendo impor suas
ordenações
à estados muçulmanos e setores radicais islâmicos querendo impor
suas
ordenações
nos países em que ocupam; mesmo com os cristãos católicos
conservado- res, assim como suas vertentes cristãs protestantes se
autoproclamarem superiores às
religiões
da África negra; os das religiões provindas da nossa Mãe Negra,
acreditando
e muitas
das vezes querendo impor que as angústias que às vezes me aflingem
são de
ordem
espiritual e não psíquica, com tudo isso ainda olho os tempos
atuais com olhos
menos
lânguidos que os do “tempo da idade das cavernas” e da
torturante Idade Média. Mas, há! Meu Deus dos céus! Qual a
convergência entre as religiões em que seus participantes e
simpatizantes se proclamam superiores entre as demais? Pela
aporrinhação
que todas elas me causam quando garantem que meu problema material ou
psíquico vem de uma questão espiritual. Neste quesito todas são
iguais. Tanto a
que mata o
dragão no céu, quanto a que mata a galinha na esquina. Mas com tudo
isso ainda acho o mundo “muderno” mais interessante. Mesmo quando
um sujeito chamado Garotinho e um bando de oportunistas espirito de
porco quer relembrar os anos que antecederam a década de setenta,
quando a religião católica era a religião oficial do Estado e
tentam implantar um conservador Estado Protestante. Em nome de
Cristo.
Dizem que o pobre homem, após longas suplicias subiu aos céus.
Outros dizem que voltará um dia. Outros garantem que já está aqui.
Mas não é otário de dar
as caras.
Com certos “seguidores” não se pode dar mole. Quanto aos
inimigos menos ainda.
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