terça-feira, 3 de julho de 2012

Rosana em Mim


Queria pensar numa coisa boa. Palpável.
Não apenas aqueles em que vem de um setor do cérebro
Ou de suas ramificações.
Pensei em rios, mares, florestas e
Montanhas.
Caminhei por trilhas e dancei para os pássaros.
Eles cantavam para mim e eu dançava
Para eles.
Os sonhos em que eu voava, voava...
Planava e planava, vieram a minha mente.
Até cordilheiras abrigando exuberantes
E perigosas quedas d’água
Por elas viajei
Florestas, savanas por elas, vaguei.
A águia dos olhos da minha mente
Me veio...
Voce...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Meio Ambiente e "o Homem". Rio+20 e os Farsantes

                                     Meio Ambiente e "o Homem". Rio+20 e os Farsantes
                                                    


Tem um troço acontecendo na "Cidade Maravilhosa", - ainda insistem em chamá-la assim?- denominado Rio+20. Na dita cidade existe também um troço chamado Grande Mídia.. É interessante como os profissionais da dita rede, uns, porque acreditam, outros para não perderem o "seu pão...", insistem em suas reportagens e chamadas em responsabilizar o tal do "Homem" pelos desastres ecológicos e pela cloaca em que estão transformando o planeta Terra. Um planeta tão belo que Beto Guedes, ou Lô Borges, mesmo sem conhecer os demais, afirmaram ser "o mais belo dos planetas".

Infelizmente, líderes religiosos, professores, principalmente estes, que deveriam dizer a verdade para seu público, ou seja, seus alunos e pais, entram na jogada dos capitalistas, os grandes industriais e representantes do complexo bélico-industrial-militar, os quais se preocupam apenas com lucros e conquistas geo militar e politicas, fazem guerras, destroem, assassinam, desmatam e não estão nada preocupados com o futuro do planeta e seus habitantes.

Esses sujeitos, esses grupos, quando a população se mobiliza contra a destruição do meio-ambiente, pelo desrespeito contra o ser humano ou por luta por melhores condições de trabalho e salarial, mobilizam governo federal, estadual ou municipal em que ordenam tropas da policia para reprimir barbaramente a população. Todos os governadores e prefeitos assim agem. Não é diferente com o governo federal. Isso, sem falarmos no poder judiciário que é conivente com os crimes dos grandes grupos capitalistas. E nessa mesma latrina está o legislativo, o qual mafiosamente modificam as legislações para favorecer os grandes grupos capitalistas.

Lideres religiosos, também têm grandes responsabilidades, quando, ao invés de "dar nome aos bois", aos verdadeiros responsáveis pela destruição do planeta, pelo pântano social cada vez mais aprofundado, ficam repetindo a velha, chata e alienante cantilena do "Pecado Original", em que responsabiliza todos os seres humanos pelas grandes castátrofes. O tal "do homem".

Quero dizer a todos os professores, padres, pastores e demais lideranças que a culpa pela devastação da Amazônia não é do homem, mas sim, pelos grandes grupos empresariais que utilizam moto-serra. Que a culpa é do sr. Lula e dos antecessores e da atual presidente Dilma, que vai inundar terras na região e modificar todo o clima para pior. Tudo isso para satisfazer grupos que lhes bancam suas campanhas politico-eleitoral.

Em todo pais, o desrespeito pela natureza e pelo ser humano, não é de hoje. E quem está por cima da hierarquia do desrespeito é sempre um grupo social. Os que tem grana. Estão blindados pela justiça, pela policia e pelo legislativo. Então não é o tal "do homem". É um grupo social. E tem nome. Tem organização. É a Burguesia.

Então, quando alguém responsabiliza todo agrupamento social, o tal do "homem" pelo caos no meio-ambiente, pelo caos social, enfim, pelo caos, está sendo conivente com os verdadeiros responsáveis. Ou por ingenuidade. Por burrice. Ou por oportunismo.Estes para ficar com os ossos do filé que já se foram.
Os criminosos tem nome.
                                                   Burguesia.

Para a presidente Dilma e seus asseclas, a Rio+20 é um "grande avanço e uma grande vitória". Está nos jornais. Mesmo que a sociedade civil critique o texto cujo conteúdo não traz nenhuma melhora para o meio-ambiente.

Então, não é o homem. A culpa é da Burguesia.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Do Gênesis aos Apocalipticos - Parte I

Segundo as "Escrituras Sagradas" dos judeus, católicos e cristãos, contida lá  no gênesis, o ser humano tinha tudo para dar certo, não fõsse a tal da desobediência, o tal do Pecado Original e tendo em vista tal situação, a doença e a morte é o salário pago. Estas coisas sempre confundiam minha cabeça, pois eu não achava que quem criou a humanidade deixasse estas coisas assim acontecer. Mas está lá...

Muitas luas, guerras e pestes após tal escrita nasceu um sujeito o qual foi-lhe dado o nome de Charlles e concluiu que o tal do ser humano sofreu uma evolução. O sujeito não nascia andando, falando erecto e todo bonitão. Com o tempo foi se transformando. Bem, a se acreditar em tal afirmação, devemos concordar sem nenhuma mágoa, sem nenhuma paranóia, de que o ser humano é de fato imperfeito. Mas como é racional, com o tempo pode se aperfeiçoar. Melhorar a si para ajudar a outrem. Os fortes ajudarem os frageis e os mais inteligentes ajudarem, ensinar com paciência os com mais dificuldade de aprendizado. Mas não é bem assim que vemos ocorrer nas sociedades.

O calor infernal que me aflige me leva a desconfiar que os fortes econõmicamente vão usufruir dos fortes fisicamente para impor sua politica irracional de industrialização desordenada, desorganizada e arrebentar com o eco-sistema. Vão utilizar sujeitos que se deliciam, se pavoneam em se acharem que são pais ou mães do povo que os elegeram para mandato presidencial. Sujeitos que utilizam  com facilidade o termo mais sacaneado, mais vilipendiado, que é a "democracia". Sujeitos que já se colocaram na linha de frente de uma batalha contra os fortes de vários naipes, mas que com facilidade manda esquecer tudo o que disseram, parodiando outros que nunca lutaram, mas imitavam em seus escritos grandes escritores do mundo da sociologia e da filosofia e que na maior cara-de-pau mandavam esquecer o que escreveram. O calor infernal e as tempestades que deixam desaparecidos e cicatrizes na alma de outros me dão a certeza de que esses sujeitos, os tais fortes e seus drogas associados me garantem que a evolução é um bom negócio para a alma, mas nem todos desejam. Bem, quero respeitar os répteis. Sem comparações...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sarapuhy versus gestapo

Quando era guri, fugia de jacaré no Rio Sarapuhí. Este era populamente chamado de rio do meio". Não sei se era porque  a maioria do pessoal não sabia seu nome. Ou se era um daqueles chamados carinhosos em que se cria intimidade. Como o "Velho Chico". O Sarapuhi era o meu São Francisco da Baixada. Existia soberbamente entre dois rios, os quais eram de menor volume dágua. Mas que não poderiam ser menosprezados, quando transbordavam nos periodos de fortes chuvas. Com o tempo a densidade demográfica e a falta de planejamento urbano e o desprezo e a falta de respeito para com o meio ambiente, os companheiros do "rio do meio" foram soterrados em varios trechos e os que restaram não passam de valas fétidas..

O Sarapuhy continuou sua viagem sendo massacrado com animais mortos, cadáveres de suspeitos, e de vitimas de psicopatas de diversos calibres.

Já na década de 50 a sua morte lenta foi anunciada com a chegada de uma empresa alemã, cuja inauguração se deu por um sujeito endeusado por ter construido a capital de Pindorama.Se o tal sujeito de ânsias megalomaníacas soubesse o que traria tal industria...Bem talvez inaugurasse assim mesmo. Dizem os
mais bem informados que ela fabricava, ou fabrica um tal desfolhante verde que era usado contra os vietcongs na guerra do Vietnã, deixando um rastro de mortes, doenças e desertificação. Cruz credo!!! Vade retro Hitler e seus seguidores bastante atuais! Bem! Ou melhor, quer dizer, mal!...O problema é que partes dos dejetos quimicos eram despejados no Sarapa. Ha! Quem morava lá pelas bandas de Belforfor Roxo, Coelho da Rocha e adjacências sofria com o horroroso fedor transmitido pela empresa. Pessoas tinham serissimos problemas de saude e até câncer. Mas muita gente boa dizia que a empresa era importante, porque dava empregos. A bosta toda é que o Sarapuhi não foi mais o mesmo. Nem as pessoas que viviam em seu entorno. Tampouco seus peixes e jacarés. Eu não mais me atreveria a me divertir fugindo daquele bicho. Quem têm a quimica da empresa que está entre o norte e o sul da Baixada não precisa de animais para ser devorado.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A cor do Tempo

Junto às manhãs vinham aromas  com a natureza das estações. Os olhos da mente ainda recordam o aroma primaveril e outonal. Os olhos se davam a ganhar tempo ao observar  folhas as quais a brisa faziam rolar pelo chão feito crianças. No inverno os olhos tentavam advinhar o que vinha adiante, pelo que ingleses chamam de "fog". Alguns tolos brasileiros também assim adejetivam o que nós chamamos neblina, cerração. E quantas tardes o aroma das plantas se misturavam ao do capim queimado! As noites eram quentes, os dias mais ainda. Mas não eram infernais quanto aos dias do esquisito, moderno e causticante século XXI. O calor, pelo menos nas bandas da Baixada Fluminense, era suportável. Se não fossem os incômodos insetos e as horrorosas valas abertas, de variadas e horrenda cores, poderiamos dizer que o calor seria bem tolerável. Ou seriamos mais tolerantes para com êle. Os incômodos insetos e os terriveis odores não eram mais do que o resultado do que os governantes carregavam em seus cérebros. Mas tais seres, repugnantes seres, não impediam que nas frias noites juninas, alegres pessoas, talvez inconscientes da felicidade que poderiam ter, deixassem de soltar seus fogos, seus balões e se divertir daquilo que tanto sabiam. Brincar de caipiras. O verão era uma festa. Deixávamos a vaidade subir à nossa cabeça e os corpos desnudos sob o raiar do sol , nas prais, ou nas lages. Esqueciamos que a qualquer momento teriamos que levantar nossos parcos móveis pela ameça de negras nuvens. Azar! Já tinhamos nos esbaldado no carnaval! O século XX já se foi. A cor do tempo e seu aroma é outro. Mas aqueles homens dos gabinetes em nada mudaram. Bem, quanto ao aroma, o aroma do tempo não está nada poético. E quanto ao fogos, bem os fogos não são bem de alegria...