terça-feira, 6 de agosto de 2013

O Tempo é Lá e Agora




A mente viajou no tempo e no espaço e tentou divisar os seres de um tempo remoto. Mas a única coisa que conseguia ver eram as figuras decorativas dos livros e artigos sobre os “Homens das Cavernas”. E o mesmo se dava quando tentava ver a figura de certo deus. Vinha sempre a figura de um homem de barbas brancas, senho franzido, como se estivesse sempre preparado para dar corretivos em alguém. A velha e temível

figura paterna de tempos medievais. Só de pensar no horror das figuras daqueles tem-

pos dá para sentir uma certa felicidade com os tempos atuais, mesmo que ainda persista a velha mania de sujeitos que nunca se viram serem insuflados por sujeitos que mal conhecem a lutar até a morte, assassinando desconhecidos, em que velhos mulheres e crianças são apenas números nas frias estatísticas de robôs fardados ou de

civis em estranhos trajes. Estranhos trajes em que um pedaço de pano apertado em nós parece enforcar o homem frente às câmeras. O qual parece fazer um esforço de- sesperado para demonstrar tristeza por vítimas de holocaustos periódicos. Obervando por outro prisma, para sermos um tanto condescendente para com o homem que parece sofrer frente às câmeras, seu ato é um tanto mais realista com a fatal natureza

dos acontecimentos do que aquela moça bonita, as jornalistas são sempre bonitas, de

tez clara e belos olhos também claros, que transmite tragédias com certo sorriso nos lábios. Há! Como são estranhas aquelas belas Madonas! Então, me vem vem à mente

mulheres que tem o medonho e brochante hábito de rir no momento em que deveriam estar gemendo de prazer durante o momento do orgasmo ou nos momentos

precedentes. Mas também devemos ser condescendentes para com as mulheres que ri

em e vem a pergunta. Será de deboche pelo tamanho da peça, ou porque são sempre alegres? Mas demonstrar alegria daquela forma num momento daqueles! Bah! Mas,re

tornando à condescendência para com as Madonas de aparente riso debochado ou

sabe-se lá, sinceros, são as mesmas mais realistas e honestas do que aquelas que ge-

mem, suspiram, fingindo prazer. Há! Mas foda-se, desculpem, dane-se a sinceridade,

pois os sussurros e gemidos ativam mais a libido. A risada, bem a risada dá arrependi-

mento pela entrada e os chope no motel. Mas e aquelas Madonas das tragédias? Dife-

rente das demais, não tem tal direito. Assim como não tinha direito, uma senhora com nome de porco, quando também outros espíritos de suínos, graças à queda do império

soviético , com a ajuda de um tal Gorbatchev, outro espírito de porco, implantaram um bagulho na economia mundial chamada globalização, a mulher de nome e espirito

suínico, porcalhão, garantiu que tal sistema era uma maravilha, há! Quantos espiritos

colonizados mostraram suas caras! Até uns caras que arrotavam uma palavra tão mal-

tratada e utilizada por oportunistas das mais variadas estirpes como plataforma eleito-

ral, o socialismo, acreditaram, garantiram, que a tal da globalização viera para ficar e

aderiram ao tal do neoliberalismo. Da mesma forma que bandidos,a maioria, e assassi nos não admitem, e até fingem ou parece ter vergonha de assumir, e serem chamados como tal, os suínos neoliberais também assim o são. Ainda lembro bem, um sujeito

com eterno sorriso de hiena, em que o saudoso jornalista e escritor Fausto Wolff, em

sua coluna semanal em determinado jornal, de escracho aos espíritos de porco, o cha-

mava de “boca labiúdas”, um dos ardentes defensores do neoliberalismo, o qual implantou um tal Real, tinha horror de ser chamado neoliberal. O sujeito, tal qual

aqueles tais, tinha horror de ser tachado ou assumir o que realmente era.

E Real mente.



Mesmo com os modernos e modernas espíritos de porco, sinistras e modernas Mado-

nas, tanto as das câmeras, como as dos colchões e dos matinhos da vida; e os moder-

nos e mentirosos liberais, tanto os da matriz quanto os colonizados que ainda se esfor

çam para dar um tom de esquerdistas em otários que ainda não deixaram a ficha cair,

e com os modernos e otários robotizados que acreditam piamente estar defendendo a

pátria em seus uniformes assassinando aqui, e acolá aqueles que lhes mostram como inimigos, com tudo isso, ainda acho que os tempos atuais são melhores que na época

das antigas cruzadas e das antigas caças às bruxas. Afinal de contas nem todas as mu-

lheres na atualidade gemem e suspiram de mentira. A maioria começa fingindo, mas

faz parte do jogo das fêmeas, para depois gozarem de verdade. A maioria, porque nem todas gozam. Podem até, sentir certo prazer. Mas nem todas gozam. Mas nem to

das são obrigadas a fingir, sentir, ou não demonstrar prazer como assim o era em determinada, tenebrosa e longínqua época, porque um grupo de malandros sacerdotes

determinava que o sexo era feito para e apenas a procriação e que quanto ao prazer

sexual, tal era considerado pecado e não era por acaso que as mulheres, as mais frágeis que se culpavam em sentir prazer, adquiriam sérios problemas emocionais e

muitas daquelas mulheres transformadas em infelizes mulheres acabavam sendo inter

nadas em manicômios e torturadas por sujeitos que acreditavam piamente estarem as

pobres criaturas com demônios seus corpos e por outros que aceitavam impunemente a ordem supliciante dos poderes eclesiásticos, sem o minimo remorso.



Mesmo com os modernos espíritos de porco que abundam as ordens eclesiásticas em

todo o mundo, em que Estados teocráticos impõem, confundem seus modelos com a

ordem político eleitoral religiosa; com setores radicais cristãos querendo impor suas

ordenações à estados muçulmanos e setores radicais islâmicos querendo impor suas

ordenações nos países em que ocupam; mesmo com os cristãos católicos conservado- res, assim como suas vertentes cristãs protestantes se autoproclamarem superiores às

religiões da África negra; os das religiões provindas da nossa Mãe Negra, acreditando

e muitas das vezes querendo impor que as angústias que às vezes me aflingem são de

ordem espiritual e não psíquica, com tudo isso ainda olho os tempos atuais com olhos

menos lânguidos que os do “tempo da idade das cavernas” e da torturante Idade Média. Mas, há! Meu Deus dos céus! Qual a convergência entre as religiões em que seus participantes e simpatizantes se proclamam superiores entre as demais? Pela

aporrinhação que todas elas me causam quando garantem que meu problema material ou psíquico vem de uma questão espiritual. Neste quesito todas são iguais. Tanto a

que mata o dragão no céu, quanto a que mata a galinha na esquina. Mas com tudo isso ainda acho o mundo “muderno” mais interessante. Mesmo quando um sujeito chamado Garotinho e um bando de oportunistas espirito de porco quer relembrar os anos que antecederam a década de setenta, quando a religião católica era a religião oficial do Estado e tentam implantar um conservador Estado Protestante. Em nome de

Cristo. Dizem que o pobre homem, após longas suplicias subiu aos céus. Outros dizem que voltará um dia. Outros garantem que já está aqui. Mas não é otário de dar

as caras. Com certos “seguidores” não se pode dar mole. Quanto aos inimigos menos ainda.